Ceadas conquista destaque em atendimentos em urologia

Se a excelência em cardiologia, que contabiliza, por exemplo, a média de 800 eletrocardiogramas feitos em pacientes todo mês, já é uma realidade, outra especialidade também vem atingindo níveis satisfatórios no Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico Albert Sabin – Ceadas: a urologia, isto segundo avaliação dos próprios médicos atuantes na rede pública. De acordo com análise feita nesta semana pela coordenadora da unidade, Conceição Abreu, o Ceadas registrou no decorrer de 2014, 7.503 consultas na área, em torno de 625 pacientes atendidos por mês.
Um dos cinco profissionais responsáveis pela urologia no Ceadas é o médico especialista Lucas Landi. Ele enfatiza o bom trabalho feito por toda a saúde pública, desde a atenção básica até todos outros setores de trabalho para explicar o crescimento do seu setor. “Ações como o Novembro Azul, que foi instituída nos últimos anos, e outros projetos voltados à saúde do homem têm feito chegarmos a um patamar de melhora naquilo que é fundamental em saúde que é a procura espontânea, ou seja, aquela aonde a pessoa vem ao médico sem ter uma dor ou uma causa já configurada. Quando diagnosticamos um câncer de próstata, por exemplo, com precocidade é óbvio que a chance de mortalidade diminuiu, e muito”, chama atenção.
Landi ressalta que não existe uma idade mínima para que o paciente consulte seu médico, mas recomenda que a partir dos 40 anos os preventivos sejam feitos. No entanto, o especialista alerta para o crescimento de casos que surgem entre pacientes de 20 a 30 anos de idade, e o que começa com sintomas de cálculo renal podem servir de alerta. “Tem pessoas que começam a acordar duas a três vezes durante a noite para urinar e por algum motivo pensam que isto possa ser benéfico, no entanto, não é. A noite foi feita para dormir e se o corpo suspende o repouso por este fator é sim motivo de preocupação”.
Ainda sobre o crescimento no número de atendimentos em urologia, a coordenadora da unidade garante que o trabalho feito pela equipe de médicos e enfermeiros, traz esses resultados positivos. “Quando falamos em urologia, sobretudo no trato com homens mais de idade, que normalmente são mais conservadores, obviamente que temos um preparo especial para que eles sintam-se acolhidos, confortáveis e voltem acompanhar seus casos, sobretudo pela preocupação com a próstata. Muitas vezes ainda não se tem um problema configurado, mas um leve crescimento ou inchaço da glândula pode representar algo mais grave em estágio inicial. Então é mais do que necessário que esta pessoa sinta-se bem em nossa unidade para voltar seguidamente e assim receba o acompanhamento dos profissionais que o Ceadas disponibiliza”, finaliza Conceição