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CDL doa abafadores garantindo prevenção de queimadas na Tadarimana

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL) já entregou um total de 35 abafadores para o chefe da Funai (Fundação Nacional do Índio), Antônio Alves Dourado. A doação é para dar início ao projeto inédito conhecido como Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas, realizado na Aldeia Tadarimana (a 45 quilômetros de Rondonópolis). O objetivo é dividir a aldeia em seis talhões com picadas de seis metros de largura para prevenir queimadas. No ano passado, a aldeia que possui 9.300 m2 teve quase 80% da sua área de mata fechada destruída pelo fogo.

Antônio explica que o projeto é complexo, será executado em longo prazo cuja proposta é ir além da prevenção de incêndio, e sim, ser modelo de aldeia no que diz respeito à preservação de espécies. “Nesta primeira fase estamos preocupados com as queimadas neste período de seca, depois temos uma parceria com a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) para a contagem das espécies das árvores na reserva e quantificá-las. Mas adiante estamos propondo adoção de árvores por empresas, pessoas e alunos. E em outra etapa, estamos querendo trabalhar a visitação de turistas na aldeia, de forma organizada e com autorização do Ministério da Justiça, em Brasília”, explicou.

Para iniciar o projeto, a Funai já está trabalhando na aquisição de materiais de controle a incêndio, como mochilas costais, fardas para os índios que fizeram o curso de Brigadista para Incêndio Florestal, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), rádios e ferramentas para fazer as picadas. A expectativa é que na próxima semana seja aberta a licitação e em 60 dias, o material esteja na aldeia. O problema é que daqui a dois meses estaremos no pico do período da seca e já podem ter surgido focos de incêndio na aldeia.

“A parceria da CDL está propiciando fazer o trabalho desde agora, com os abafadores até que o equipamento adquirido pela Funai chegue na cidade. Nossa preocupação é preservar a aldeia como um pulmão verde para a cidade. Não queremos mais que a Tadarimana seja apontada como a causa da nuvem de fumaça em Rondonópolis nem que as crianças indígenas que estudam na cidade sofram constrangimento como no passado”, afirmou.

O projeto já capacitou 40 brigadistas índios que vão fazer a fiscalização na aldeia tanto por terra quanto pelos três rios que fazem divisa na área de reserva florestal: o Tadarimana, Vermelho e o Jurigue. Cada índio irá receber pelo serviço o valor de R$ 415,00. O grupo será dividido em equipes e a estratégia o trabalho consiste na inspeção diária das áreas de divisa e conscientização dos índios que não poderão mais atear fogo em folhas na aldeia.

A presidente da CDL de Rondonópolis, Eliane Queiroga, parabenizou a Funai pela iniciativa e justificou a parceria como um bem para a sociedade rondonopolitana. “Temos que pensar nas crianças e nos idosos que sofrem com as queimadas e este projeto é interessante porque vai trabalhar a conscientização das pessoas e pode tornar a Tadariamana como aldeia modelo em gestão ambiental”.

Na oportunidade, ela estava acompanhada do diretor, Itamar Tanko Torremocha que abraçou a causa e trouxe o problema para ser discutido da CDL. “Aceleramos o processo de doação dos abafadores para que o trabalho possa ser iniciado já e esperamos que não haja incêndio neste ano na Tadarimana”, argumentou.

O projeto conta com a parceria da Funai, CDL, UFMT, Diocese de Rondonópolis, Credloja, Sicredi, Prefeitura Municipal, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Ibama, Sema (Estadual e Municipal) e Secretarias de Saúde e Educação.

Da assessoria

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