POLÍTICA

Vereadores de Rondonópolis repudiam casos de assédio e violência sexual contra mulheres

Três vereadores usaram a sessão ordinária de ontem (27) na Câmara Municipal de Rondonópolis para tratar de questões relacionadas à violência sexual e moral contra mulheres. Os temas variaram do rumoroso estupro cometido por um médico que ganhou as manchetes nacionais, até o afastamento de um profissional acusado de assédio no município.

O vereador Manoel da Silva Neto (SD) usou a tribuna para comentar o caso do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, preso em flagrante no Rio de Janeiro após ser filmado estuprando uma mulher inconsciente na sala de cirurgia.

O vereador, que é médico obstetra e também formado em Direito, lamentou o episódio. Segundo ele o crime prejudica a classe médica, avilta os pacientes e exige uma punição exemplar.

“Esperamos que a justiça seja feita, em favor das vítimas. Quando estudei Direito Penal dizia que esse é talvez o pior crime que pode existir. É uma invasão da intimidade, do que há de mais precioso para a mulher. Espero que ele permaneça o máximo de tempo da cadeia por essa atitude abominável”, afirmou.

Já a vereadora Marildes Ferreira (PSB) agradeceu os colegas pela aprovação do projeto ‘Levante Mulher’, de sua autoria, que visa evitar situações como a registrada no Rio de Janeiro. O projeto exige a presença de uma enfermeira, auxiliar de enfermagem ou de um familiar durante procedimentos ginecológicos realizados nas redes pública e privada.

Marildes revelou que também já foi vítima de assédio moral e sexual durante atendimento médico e pediu que o prefeito sancione o projeto.

“Nós temos o direito de ter a garantia do Poder Público de que quando formos fazer o preventivo, exames ginecológico ou dar à luz tenhamos segurança de saber que ninguém possa macular o nosso momento tão sagrado”, afirmou.

Ela também fez um apelo para que as mulheres não tenham medo de denunciar situações de abuso ou assédio. “Precisamos banir todas as situações de constrangimento e violência contra as mulheres. Não podemos nos calar”, afirmou.

DENÚNCIA
A vereadora Kalynka Meireles (Republicanos) falou sobre o afastamento da direção do Samu de um médico investigado por assédio moral e sexual contra várias mulheres. Ela não citou o nome do profissional, mas afirmou que as primeiras denúncias surgiram em novembro e o caso agora é investigado também pelo Ministério Público – nas áreas criminal e do trabalho.

“Uma primeira mulher denunciou e aí foram surgindo várias outras vítimas. Fiquei sabendo disso ontem e confesso que não dormi, preocupada com nossas mulheres”, disse a vereadora.

“Elas se sentiram abandonadas, mas estou aqui para dizer que elas não estou sozinhas”.

Kalynka também reclamou da demora na tomada de providências. Segundo ela, nestes casos o afastamento do servidor é fundamental para resguardar as vítimas e o próprio acusado.

 

Eduardo Ramos – Da Redação

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