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Importância da participação da família na formação dos alunos é tema de palestra em escola

Na tarde desta quinta-feira (3), na sala de multimídia da Escola Estadual Renilda Silva Moraes, ocorreu palestra com a psicóloga Raphaela Marques Monteiro Salgado sobre os eixos de desenvolvimento de uma criança. A profissional, que também é gerente do Departamento de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, falou sobre princípios éticos, valores e disciplina.

A escola convidou alguns pais e mães de alunos do ensino fundamental que têm enfrentado dificuldade no desempenho escolar para refletir sobre o comportamento dos jovens dentro e fora da sala de aula.

Para Maria Roseane Cruz, coordenadora da Escola Renilda, que acompanhava os preparativos para a palestra de Raphaela, a presença da família na escola é muito importante para o melhor desempenho do aluno.

Uma das grandes dificuldades apontadas pela coordenadora é a presença massiva de celulares e smartphones entre os alunos mais jovens que não desgrudam dos aparelhos, o que acarreta queda no desempenho em sala de aula e pode facilitar até situações mais graves.

“Tem um aluno respondendo no Ministério Público por agir em quadrilha. Por meio de um grupo no WhatsApp, quatro meninos se organizaram durante o período escolar para espancar um colega de 12 anos de idade. Não aconteceu nada mais grave porque um adulto interveio e separou, mas eles podem ir para um centro socioeducativo”, lamenta Maria Roseane.

“Amparados na lei estadual que proíbe os celulares, o professor pode tomar o aparelho e só poderá ser resgatado na coordenação da escola”, diz Maria, que acredita que a superexposição ao uso do celular e à internet podem ser gravíssimas para o desenvolvimento da criança, além de refletirem a chamada ‘Lei da Recompensa’, quando o pai e a mãe, por estarem impossibilitados de acompanhar de perto o desenvolvimento da criança, tentam suprir essa falta com presentes, como um celular de luxo ou jogos de videogame e deixam o restante, como educação e respeito aos mais velhos, à responsabilidade da escola.

Ainda segundo a coordenadora, a punição é o último recurso, já que o dever da instituição é focar em ações de instrução, como a palestra com a psicóloga. “Queremos que essas famílias compreendam que nossa função não é punir transferindo o aluno, mas orientar e esclarecer até onde pudermos”.

Durante a palestra, algumas mães, narrando suas rotinas familiares, dividiram suas dificuldades e angústias no que se refere à criação dos filhos, o que ajudou a profissional a elaborar alguns estudos de caso na tentativa de encontrar maneiras de melhorar o desempenho comportamental dos jovens. Orientadas por Raphaela, as mães puderam refletir sobre a autoridade que exercem em seus filhos e também o compromisso que possuem para a formação da consciência nos futuros cidadãos.

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