EDITORIAL

A Missão de Cláudio

Uma dívida de R$ 1,2 bilhão, resultante de uma demanda judicial entre a antiga Sanemat e a Prefeitura de Rondonópolis, caiu como uma bomba nos bastidores políticos. O valor altíssimo da ação, caso fosse cobrado integralmente, representaria mais de 50% do orçamento do município.

Não estamos aqui para contestar a Justiça ou apontar culpados, mas sim para tentar entender o que ocorreu e, mais do que isso, buscar uma solução plausível para esse problema, que agora está no colo do prefeito Cláudio Ferreira.

Para muitos, essa conta é impagável caso realmente a cobrança seja feita ao município de forma integral e à vista.

O ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), que tomou conhecimento da situação em 2020, tentou buscar uma solução junto com a deputada Janaína Riva, a ex-diretora do Sanear, Terezinha Silva (falecida em 2021), e o então prefeito Zé Carlos do Pátio.

Uma das primeiras alternativas apontadas por Adonias foi realizar um encontro de contas entre o Estado e a Prefeitura, considerando a cobrança de tarifas de prédios públicos pertencentes ao governo estadual, que poderiam ser abatidas da dívida.

O problema é que a dívida é tão grande que levaria décadas para ser compensada dessa forma—algo que nem o credor deseja, e, pelo visto, nem o devedor aceitará.

A única saída, ao que tudo indica, é negociar. Como diz o velho jargão, é “colocar a barriga no balcão” e buscar o melhor acordo possível para o município e o menos prejudicial para o credor.

Para o município, qualquer redução ou parcelamento já seria um alívio. O maior desafio, no entanto, é evitar um pagamento integral imediato, pois isso comprometeria recursos essenciais para salários, saúde e educação. Afinal, essa dívida representa metade de tudo o que o município consome em um ano.

Em resumo, a situação é extremamente complexa e pode impactar diretamente o futuro da economia de uma cidade com mais de 70 anos de história.

Reforçando: este não é o momento para definir culpados ou iniciar uma caça às bruxas, mas sim para buscar uma solução viável que preserve o cidadão, que paga impostos e depende dos serviços públicos.

No fim das contas, esse é o grande desafio: pagar uma dívida gigantesca sem comprometer os serviços essenciais.

Uma missão que caberá ao prefeito Cláudio Ferreira, de Rondonópolis.

Fonte: Da Redação

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