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Com aporte de MP e PM, Centro Pop intensifica abordagens nas ruas

Formada por uma assistente social, psicólogo, um monitor e o próprio coordenador, a equipe do Centro Pop, responsável pela reinserção social de indivíduos em situação de rua, iniciou nesta semana uma abordagem mais rotineira nos pontos de maior concentração deste público, em Rondonópolis. O trabalho se intensificou, de acordo com Danilo Fernandes- coordenador do Centro, após parcerias consolidadas recentemente com o Ministério Público Estadual – MPE e a Polícia Militar – PM, que garantiram um respaldo jurídico e de segurança, para os mais complexos casos encontrados.

A equipe da abordagem, segundo Danilo, tem se deparado com muitos casos de resistência, sobretudo de usuários de drogas e até de moradores de rua. Para estas situações específicas, foi que tanto MP como a PM se juntaram no trabalho. “O Ministério Público pode, por exemplo, expedir o pedido de internação compulsória mediante necessidade constatada ou mesmo até um pedido de prisão. É sabido que tem sim moradores de rua envolvidos com delitos, inclusive com o tráfico de drogas. O comando da PM virou nosso parceiro nestas situações e abriu um canal direto de comunicação conosco”, informou.

Apesar da nova expansão do trabalho, Danilo afirma que a ideia inicial segue sendo a de apresentar a pessoas em situação de rua a opção do Centro Pop como um caminho para a reinserção social. O foco do trabalho, de acordo com que faz questão de ressaltar o coordenador, não é querer ‘recuperar’ o ambiente público, onde estas pessoas muitas vezes moram, mas sim estender uma mão amiga. “Muita gente pode ser que esteja confundindo o objetivo central do nosso trabalho. Nós não existimos para ‘limpar’ as praças e calçadas de nossa cidade destas pessoas, até porque eles não são lixo. Nós temos a missão de mostrar para eles que há sim um caminho e que nós podemos levar até ele“, argumenta.

Em casos constatados de dependência química, o Centro Pop encaminha o usuário para a Casa Esperança, Comunidade Terapêutica Divina Providência e outros centros de tratamento existentes na cidade e na região. Para pessoas que queiram retornar às suas famílias, segue a política de custeamento do translado, que, porém, respeita regras. “Não podemos pegar dinheiro público e sair distribuindo em forma de passagem. Há uma triagem, onde ligamos para a cidade e identificamos se realmente há pessoas naquele local que vão acolher este morador e mediante uma série de outros estudos é que optamos por este custeio”, adiantou.

O coordenador também comenta que já foram várias pessoas enviadas novamente ao mercado de trabalho por meio do Centro Pop. “Acompanhamos estas pessoas até o Sine- Sistema Nacional de Empregos e temos um contato direto com algumas empresas, onde vários dos nossos atendidos já estão trabalhando e tentando reescrever sua história”, conta.

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