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Calor e opções menos calóricas aumentam vendas de sorvete em até 40%

Rondonópolis e a região Centro-Oeste de uma maneira geral oferece condições para que o comércio de sorvetes se alastre por todo o ano, diferentemente de outro centros, como o sul do Brasil, onde o consumo do produto se concentra no verão. Em pleno inverno na última semana, o período de seca consegue atrair mais gente para as sorveterias que a própria estação conhecida por ser a mais quente do ano.
Segundo Rosa Maria de Oliveira, que atua no setor de fabricação, mas também é atendente da Sorveteria Tropical, uma das mais tradicionais da cidade, o período atual é o que mais vende sorvete em relação a qualquer um dos outros 12 meses do calendário. “Dá para dizer com certeza que em final de agosto e começo de setembro, onde parece que o período da seca deixa o ambiente ainda mais quente, é o momento que mais vendemos. Se for comparar com outros momentos do ano, agora chega a vender 40% a mais”, testemunhou.
Ainda segundo Rosa, o momento preferido do rondonopolitano para chupar sorvete é no domingo após o almoço até o fim da tarde. No entanto, há uma movimentação muito grande de clientes durante a semana após o expediente de trabalho, por volta das 18 horas, segundo a profissional. Com experiência de quem já viveu muitos momentos dos 20 anos de atuação da empresa na maior cidade do sul de Mato Grosso, Rosa dá dicas para que os amantes do sorvete tirem a prova real da qualidade do produto.
“Quando falamos no sorvete branco, que é o de nata, creme, laka e estes do tipo, é importante que eles sejam consumidos em no máximo dois meses após fabricação. Após isto, o consumidor pode saber que o produto não é novo quando encontrar um sorvete cristalizado, que na boca tem um aspecto arenoso. Este com certeza não é um sorvete novo e ele tem sim prazo de validade mesmo estando mantido a -10 graus de temperatura”, alertou a profissional.
Mas se vender sorvete em Rondonópolis pode parecer uma maravilha para quem está de fora, Rosa ressalta que não é bem assim a história. “Ocorre que a nossa temperatura ajuda na atração do cliente também é um problema conservar o sorvete nela. Temos que usar das mais altas temperaturas para isso e obviamente que isto vai refletir no custo da conta de energia elétrica, dentre outros investimentos”, contou.
Outra sorveteria a ter muita aceitação e procura na cidade é a rede Mil Mix. As jovens Rafaela Soares e Crislaine Araújo estavam degustando um sorvete na empresa quando contaram a reportagem do Folha Regional que apesar o sabor do sorvete ser extremamente convidativo é realmente o calor que leva as pessoas, na maioria das vezes, até uma sorveteria. “Eu tomo quase que diariamente e com este calor é quase impossível passar na sorveteria e não parar um pouco”, disse Soares. Crislaine confirmou as palavras da amiga. “O calor é o que mais atrai. Eu não sou nem muito fã de doce, prefiro salgado, mas em se tratando de refrescar um pouco um sorvete vai muito bem”, finalizou.
Da Redação – Hevandro Soares

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