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Mal. Rondon – Memória sempre viva e presente na vida da cidade

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em 5 de Maio de 1865 em Santo Antônio do Leverger, na Sesmaria do Morro Redondo, nos campos de Mimoso. no nosso estado mato-grossense. Em 5 de maio de 1955, data em que completou 90 anos de idade, foi agraciado com o título de Marechal do Exército Brasileiro, concedido pelo Congresso Nacional. Em 1957, Rondon foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz pelo Explorers Club de Nova Iorque. Faleceu no dia 19 de janeiro de 1958, aos 92 anos de idade.

O Patrono desta cidade Marechal Rondon, era descendente dos bandeirantes paulistas e de espanhóis dos Pireneus, tendo do lado materno, sangue de índios Bororos e Terenos. Talvez seja devido a isso o seu grande amor aos índios. Nasceu na Sesmaria do Morro Redondo, nos campos do Mimoso, ao sul do Estado de MT.  Será que sob tal coincidência, espírito de batalhas deveria seguir mais tarde a carreira militar e vir a ser um Marechal?

 Cândido Mariano da Silva, nasceu órfão de pai e seu sobrenome “Rondon”, foi acrescentado mais tarde, pois era o sobrenome de sua avó Rosa Rondon, mas isso depois de ter sido permitido pelo o Ministério da Guerra, em 28/ 11/l890. Com apenas dois anos de idade, perdeu também a mãe, Claudina Evangelista, cujo nome ele homenagearia na Escola Claudina Evangelista, de Mimoso. Cândido Mariano da Silva , depois da morte de sua mãe, foi criado pela madrinha, dona Joaquina e pelo avó João Evangelista.

 Aprendeu as primeiras letras com um sargento veterano da Guerra do Paraguai, Jacinto Hélio de Almeida .Ao deixar Mimoso, aos 7 anos de idade, ele já sábia ler. Atendendo um pedido de seu falecido irmão, seu tio Manoel Rodrigues da Silva Rondon, levou o menino para Cuiabá, onde concluiu os seus estudos primários. Ali, Cândido Mariano da Silva, passou a estudar e viveu em pleno campo, lidando com animais , nadando no Rio Cuiabá, domando novilhos e ao mesmo tempo em que auxiliava o seu tio, trabalhando como caixeiro em sua venda terminando o curso primário, ingressou no Liceu Cuiabano, onde fez o curso secundário. Nesse mesmo Liceu, aos l6 anos já era professor primário.

 Mas a carreira militar o atraía e sendo assim, seguiu para o Rio de Janeiro, onde sentou praça no 3º Regimento de Artilharia a Cavalo em 26 de Novembro de l88l, passando logo a frequentar a Escola Militar e a Escola Superior de Guerra. Não posso deixar de frisar, que Cândido Mariano da Silva, sempre figurou com um dos melhores alunos. A seguir cursou Engenharia Militar e obteve o título de Bacharel em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. A seguir lecionou nessa mesma Escola quando ainda era Tenente, inclusive sobre Astronomia e Mecânica Racional, no ano de l888 era Alferes. Aluno, e em l890, já era 2º Tenente de Artilharia e Tenente do Estado Maior da 1º classe. Ele era um dos discípulos de Beijamim Constant e também um de seus alunos, predileto

 Por ocasião da Proclamação da República em l5 de Novembro de l889, ele estava perto de Beijamim Constant, quando o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República. Nessa época Cândido Mariano da Silva tinha 24 anos e meio. Em l890, nomearam-no ajudante da comissão construtora da linha telegráfica Cuiabá- Registro do Araguaia. Dois anos depois era capitão de engenharia em l903, Major da mesma Arma. Desde esse ano l890, deixou o Rio de Janeiro ,para cumprir o seu dever no sertão . E no sertão tornou-se um evangelizador dos silvícolas e um bandeirante científico, quase toda a sua existência . Rondon desbravou e colocou no mapa de nosso País 500.000 km, devidamente reconhecidos, estudados e servidos por telégrafos e estradas

Em l907, o então Presidente da República, Dr. Afonso Pena, mandou chamá-lo e perguntou-lhe: Major Cândido Rondon, é possível ligar Mato Grosso ao Amazonas por telégrafo? É só querer Senhor Presidente foi a resposta singela desse grande herói. Foi criado, então a Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas e Rondon era o seu Major-Chefe, permanecendo nessas funções até l930. Essa comissão ficou mais tarde conhecida como a Comissão Rondon. Em 3 anos Rondon ligava Cuiabá a Santo Antônio da Madeira, entrosando a nova linha no circuito telegráfico nacional, fato importantíssimo para o Brasil, naquele tempo. Foi um trabalho item, que se desdobrou por mais de 250 léguas, em pleno sertão e em matas somente percorridas pelos aborígenes e estendeu-se por mais de 300 léguas, através do Amazonas. Tempo depois, Rondon encontrou um grande chefe , o General Gomes Carneiro, que também pregava o respeito aos índios..  (ARQUIVO FOLHA REGIONAL)

Por Denis Maris da Editoria

 

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