Cresce o número de cirurgias plásticas entre adolescentes

Saúde - BEM ESTAR

Redação 65 acessos

 cirurgião plástico de Mato Grosso Jubert Sanches

cirurgião plástico de Mato Grosso Jubert Sanches


Os adolescentes têm procurado os consultórios de cirurgias plásticas cada vez mais cedo e com mais frequência. O último levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostrou q
– quadro que ainda tende a crescer, segundo o estudo.

Atualmente, o Brasil é considerado o segundo país no ranking mundial em números de cirurgias plásticas, atrás apenas dos Estados Unidos. Estima-se que 2,5 milhões de procedimentos foram realizados em 2016, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, em inglês).

Conforme alerta o membro titular da SBCP, o cirurgião plástico de Mato Grosso Jubert Sanches, para tomar a decisão de se submeter ao procedimento cirúrgico é fundamental que o adolescente, acompanhado dos pais ou responsáveis, procure um profissional devidamente qualificado para discutir detalhadamente sua intenção, bem como para avaliar suas expectativas e confrontá-las com o possível resultado a ser obtido.

“É necessário considerar o tipo de cirurgia que o paciente deseja, sua idade e também se a região a ser modificada já atingiu o desenvolvimento completo. Adolescentes podem fazer cirurgia plástica, mas há diversos fatores a serem levados em conta. Também cabe ao médico identificar se a queixa do paciente é justificável e se a cirurgia está indicada ou não. Às vezes, o jovem pode estar certo de que precisa de uma mudança, mas nem conhece outras opções que podem ajudar”, ressalta.

TEMPO CERTO – A busca pelo bem-estar pessoal pode ser a motivação tanto da cirurgia plástica estética quanto da reparadora. Esta última, no entanto, também cumpre a função de melhorar o convívio social a partir de uma adequação física funcional. Jubert explica que não existe uma regra formal que defina qual a idade mínima para se submeter à cirurgia plástica, mas que existem justificativas técnicas para cada procedimento.

“A cirurgia plástica exige amadurecimento físico e emocional. Por exemplo, no caso da otoplastia, a correção de orelha (de “abano”), pode ser realizada ainda cedo, quando criança, a partir dos sete anos, quando a orelha normalmente atingiu forma e tamanho definitivo. Por outro lado, a rinoplastia (nariz) é recomendada após os 16 anos. Enquanto que a prótese de mama varia conforme o caso, mas é aconselhada a partir dos 18 anos. Tecnicamente, a mama pode se modificar até os 22 anos e, geralmente, muda de uma maneira mais acentuada após a gestação”, pondera.

Também figuram entre as cirurgias plásticas mais desejadas pelos adolescentes, a lipoaspiração e a ginecomastia (redução de mamas). Independentemente do procedimento, uma cirurgia plástica em menores de idade só é realizada com a autorização e a presença dos pais. Logo, recomenda-se que, além da certeza, o paciente trace um planejamento.


“Se o adolescente decidir operar alguma parte do corpo, será preciso fazer alguns exames para que o mesmo comprove que está com a saúde em dia. Entre a decisão e a data da cirurgia, podem se passar meses – o que permite que ele entenda o procedimento e tire todas as dúvidas. Até porque a preparação e o pós-operatório (recuperação) irão exigir disciplina e responsabilidade”, comenta.




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