Eleito em 2018 que não fizer referendo não conseguirá governar, diz Lula

Política

Redação 82 acessos



Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato vencedor nas eleições presidenciais do ano que vem deverá, como uma de suas primeiras medidas, encaminhar um referendo para anular polício da noite desta quinta-feira (30), durante plenária da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo (FEM-CUT/SP), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Ao comentar a “reforma“ trabalhista, ele afirmou que nem Fernando Henrique Cardoso, quando presidente, teve coragem de acabar com a chamada Era Vargas. Acrescentou que nem alguém eleito com “99%“ faria isso, para dizer que Michel Temer, por não ter “nenhuma autoridade política e moral, é refém do sistema financeiro, de um grupo de empresários que sempre achou que o trabalhador não devia ter direitos“.
Para Lula, agora é preciso demonstrar, claramente, o que significa a lei que mudou as regras trabalhistas, sem usar chavões. “Não soubemos explicar para o povo o que é essa reforma. Foi uma encalacrada, foi rasgar 80 anos de conquista“, disse o ex-presidente. “O trabalho intermitente é quase que uma volta à escravidão.“
Ele lembrou que a CUT sempre defendeu o contrato coletivo de trabalho, só que isso não significava “rasgar“ a CLT, mas acrescentar direitos. Agora, emendou, os sindicatos terão de “brigar muito“ e contestar mais.
“Não temos responsabilidade pelo golpe“, disse Lula. “Não temos responsabilidade se uma parcela da sociedade saiu às ruas e rasgou o voto de 54 milhões de eleitores. Nós temos é de contestar mesmo, temos de fazer o discurso da contestação.“
Segundo o ex-presidente, embora o “economicismo“ faça parte da atividade sindical, as entidades não podem esquecer que são também instituições políticas. Não é possível aceitar, exemplificou, que alguém como Paulo Skaf (presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) tenha mais votos em uma fábrica do que um trabalhador.

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