Um grande feriado

Editorial

Redação 292 acessos



Terminadas as festividades de Momo, o Brasil, enfim começa a se movimentar, para muitos o ano de 2017, começou de forma oficial na quarta-feira de cinzas. A teoria de grande parte da nação brasilendonados no começo do ano para recomeçarem após o Carnaval, como se fosse, uma regra nacional deixar tudo para após a folia de Momo.
O interessante que essa questão vai desde a classe política, onde os poderes efetivamente começam as suas ações após o carnaval, até mesmo na iniciativa privada ou nas nossas próprias casas. Quem nunca falou em começar o regime após o carnaval ou comprar um carro novo depois da quarta-feira de cinzas?
Na verdade é passada a hora de revermos esse conceito, o certo é começarmos os nossos projetos no começo do ano, independente de carnaval ou não. Os Poderes, principalmente o Congresso Nacional, precisam rever isso também, o certo seria dar fim ao recesso parlamentar, as chamadas férias dos nossos deputados e senadores deveriam ocorrem apenas nas semanas entre o natal e o ano novo, o resto do ano, o trabalho deveria ser normal em Brasília. Os chamados feriadões dos Poderes devem ser reduzidos e acabar de uma vez por todas dessa cultura do brasileiro de emendar os feriados, fato corriqueiro no dia-a-dia do Poder Público e que de uma forma ou de outra acaba influenciando o trabalho da iniciativa privada.
Alguns Poderes já reviram essa posição, a Justiça, por exemplo, limitou bastante as férias forenses e terminou com o recesso que antes ocorria em julho também. Essa simples mudança deu resultado que muitos já perceberam, com menos dias de recesso, os processos passaram, em partes, ser mais céleres.
Desta forma, podemos ter um país mais dinâmico e menos preocupado com o pós-carnaval, temos e devemos que mudar essa postura do brasileiro em deixar para que as coisas aconteçam e sejam realizadas depois do Carnaval.
O que deve ser feito a curto prazo é mudar essa cultura do brasileiro e ser mais racional no aproveitamento e no calendário de feriados, o país na verdade precisa produzir mais e uma forma de aumentar a produção e fazer com que o Poder Público reveja os seus recessos e com isso a iniciativa privada acaba também cooperando no crescimento do país. Eis algo a se pensar de forma urgente.

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