O revezamento da transição

Editorial

Redação 303 acessos



Todo início de gestão é marcado por dificuldades mesmo o gestor tendo boa vontade, ele enfrenta os mesmos problemas, muitos deles provocados pela descontinuidade dos serviços e principalmente por zo para a população, pois os serviços ficam prejudicados.
Em muitos casos é como se fosse uma corrida de revezamento e na hora de passar o bastão, o mesmo cai no chão, fazendo com que o atleta que esteja a frente fique obrigado a voltar, perdendo tempo e posições na corrida, colocando o projeto da equipe em risco.
Voltando para a conversa real, neste caso, em muitas vezes, quem sai perdendo é o cidadão que vê os serviços ficarem limitados nos primeiros meses de mandato.
Em Rondonópolis, não é diferente, pois independente do gestor, a cidade nesta fase de começo de mandato, vê os serviços minguarem, não por culpa de quem está no Poder, mas pelo processo e a forma que Lei exige que seja a feita a transição. Na verdade , as transições não prevê manutenção de muitos contratos, e quem está saindo do Poder se vê também obrigado a cortar serviços para garantir o fechamento de contas. O processo transmissório, na verdade, é muito burocrático e pouco ou nada prático.
Os buracos nas ruas da cidade, neste mês de janeiro e em início de mandato, não é novidade e nem é algo que vai acabar um dia. A nossa malha viária é velha tem mais de 30 em média e neste período sofreu poucas intervenções no sentido de recuperar o nosso asfalto, aliado a isso, no final dos mandados com contratos rompidos, a manutenção que já é falha fica ainda mais prejudicada, acarretando ao sucessor em resolver o problema.
Outra questão que acaba virando problema para quem chega é o Reajuste Geral Anual (RGA) do servidor público, que em Rondonópolis tem data base em janeiro, mas dificulta quem está chegando, pois em janeiro fica complexo fazer todos os estudos para garantir o pagamento integral dos salários para o período de um ano.
Portanto é chegado o momento de mudar a Legislação com relação a transição e com isso dar mais condição de quem chega a fazer o trabalho de forma mais tranquila, e desta forma quem ganhar mais com tudo isso, não é o gestor que acabou de se eleger e sim a população que espera pela continuidade dos principais serviços públicos em todos os setores da sociedade.
Talvez seja o momento de se fazer uma verdadeira analise na eficácia dos processos de transição nos municípios independente de cor partidária, e de haja ou não adversários entrando ou saindo do Poder.

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