Produtores de Mato Grosso contam com bom clima para semear a soja

Redação 383 acessos



Ovazio sanitário da soja terminou nas principais regiões produtoras na segunda quinzena de setembro. Desde então, o clima favorece o plantio em regiões como o Paraná e o Mato Grosso. Segundo levantamento da consultoria AgRural, o plantio da safra brasileira de soja 2016/2017 atingiu 5% da área total estimada para a safra brasileira da oleaginosa.

No Mato Grosso, maior estado produtor do grão, a área plantada alcançou 4,51% no dia 29 de setembro, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Já o Paraná, o segundo maior estado produtor de soja, a semeadura chegou a 14% da área, de acordo com o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), de 26 de setembro.


Clima deve beneficiar a soja
Em Lucas do Rio (MT), cerca de 25% da área total já está semeada com soja. Carlos Simon, presidente do sindicato rural do município, conta que os produtores da região estão mais otimistas com a safra 2016/2017 em relação aos resultados da anterior. “Está chovendo bem. Estamos com muitas áreas plantadas e a previsão é de mais chuva”, diz Simon.

Além de presidente do sindicato rural, Simon é produtor de soja e tem duas fazendas com outros sócios. Na fazenda localizada em Lucas do Rio Verde (MT), 34% da área já está plantada e a semeadura deve ser concluída nos próximos 20 dias. “A princípio, no plantio não vai ter problema, mas nós temos uma indústria a céu aberto. Hoje o clima está bom, mas pode ser que amanhã mude”, diz Simon. Porém, em outra fazenda de Simon localizada em Diamantino (MT), o plantio ainda não começou por falta de chuva.

A produtividade deve ser maior que na safra anterior, quando alguns municípios mato-grossenses sofreram perdas e colheram 52 sacas por hectare. Segundo Simon, a expectativa é colher, em média, 62 sacas por hectare. Mas, durante a safra, pragas e doenças, como a mosca-branca, e o excesso ou falta de chuvas podem reduzir esse número inicial. Dessa forma, Simon acredita que se a colheita ficar na casa das 58 sacas por hectare o cenário já será bom para o produtor.

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