Quem paga a conta

Editorial

Redação 152 acessos



“Não existe almoço de graça”, o chavão é antigo, mas muito valido para o atual momento em que o Governo Estado com relação ao pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA). Deste o final do mêseito do servidor que vive a cada ano vendo o seu poder de compra diminuir.
O problema é que para pagar o RGA a conta não fecha; o Estado reconhecidamente vive uma grande crise financeira, assim como o nosso país que está mergulhado em uma recessão, fato este que o pagamento do beneficio ao servidor coloca em risco não somente as finanças de Mato Grosso como o pagamento dos salários regularmente, ou seja, sem qualquer tipo de atraso. Vale a pena lembrar que em outros estados do país, os governantes não estão conseguindo pagar em dia e em muitos casos parcelamento os vencimentos. Uma realidade que nem Pedro Taques e muito menos o servidor que sentir.
Para evitar isso, há saídas, no entanto, todas doloridas e impopulares. Uma delas é taxar a soja em Mato Grosso e passar a cobrar impostos relativos as comodites em nosso Estado, pois todos nós sabemos que a nosso soja não é taxada, apesar de nossa produção ser recorde e o produto ser taxado em outros estados como no vizinho Mato Grosso do Sul.
Outra saída é manter firma a proposta de cortar os repasses de outros poderes como o Assembleia, Ministério Público, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça, o que de fato, provocaria uma gritaria nesses setores e pode resultar em uma grande crise político administrativa.
O governador também pode utilizar o famoso decreto 380 para aumentar a receita e garantir o pagamento do RGA; o problema é que esse decreto pode quebrar um dos setores que mais cria empregos em Mato Grosso, trata-se do comércio local.
Na verdade, muitos comerciantes já avisaram que o referido decreto é a sentença de morte para um setor castigado ao extremo e que sofre com uma carga tributaria impiedosa.
O resumo é que qualquer solução que for buscada para resolver a questão do RGA deve trazer prejuízo para o atual governo. Todas as saídas vai gerar uma conta política para o governo e econômica para a sociedade; o que sabemos de fato é que a conta virá para alguém pagar; resta saber quem vai pagar, em qualquer solução que for buscar o cidadão vai ter que preparar o bolso, afinal não existe almoço de graça.

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