Milson Pereira dos Santos – servidor público há 30 anos

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A coluna Espaço Aberto traz nessa semana a entrevista com o técnico agrícola e servidor público, Milson Pereira dos Santos, 55 anos. Depois de anos de serviços prestados ao município, o nosso entrevistado está quase na reta final para aposentar. Ele falou sobre o tempo de trabalho na Secretaria Municipal de Agricultura, dos planos após a aposentadoria e sobre a importância do concurso público na sua vida. Milson é casado há 32 anos, tem dois filhos e quatro netos.
Formação: Habilitação básica em agropecuária – Escola Marechal Dutra (1993), Biologia – Univag (2005).
1. Há quanto tempo você é servidor público?
Estou no serviço público há 30 anos. Eu fui registrado no município em 27 de março de 1987, eu era celetista até 2000, quando fiz o concurso e assumi em 2001, quando o Fausto Farias assumiu a Prefeitura.
2. Por que decidiu fazer o concurso público?
Para ter uma garantia, estabilidade, hoje em dia você tem que ser funcionário público, faça chuva ou faça sol, você tem o seu salário.
3. Quais os prós e contras?
Servidor público é a melhor coisa, sempre tive sorte, era menino em Jarudore e meu pai nas férias colocava a gente para trabalhar na foice. Eu pensava um dia vou ter um serviço de segunda à sexta-feira. Eu gosto muito disso, minha vida está toda aqui. Chegou uma época que eu preferia estar aqui trabalhando ou na zona rural dando assistência do que em casa.
4. Antes de ser servidor público, você trabalhava com o que?
Meus pais moravam em Jarudore, eu vim para Rondonópolis em 1981, para alistar no 18º GAC, depois resolvi continuar na cidade, trabalhei como servente, pintor e cobrador de uma loja. Depois surgiu a oportunidade na Prefeitura assim que terminei o curso de técnico na escola Marechal Dutra, onde estou até hoje.
5. Alguma história que tenha marcado nestes anos de trabalho?
O que mais marcou foi a época em que assumi o concurso definitivo e também quando o Zé Carlos do Pátio assumiu a Prefeitura, ele sempre valorizou muito o funcionário público. Sempre que íamos aos assentamentos e na região ele destacava o nosso trabalho. A gente trabalhava muito, mas era valorizado e o funcionário se sente bem sendo elogiado.
6. Qual o maior aprendizado nesses 30 anos como servidor público?
Eu aprendi a trabalhar com o pequeno produtor, falar a língua dele. Maior satisfação chegar aos assentamentos e na comunidade, saio dali satisfeito.
7. Como é sua rotina?
Teve uma época que eu levantava 4h a 4h15 para fazer caminhada na pista dupla do Conjunto São José. Eu tenho um neto que eu considero meu filho, eu o deixo na escola às 6h40 e venho para a Secretaria Municipal de Agricultura, quase sempre sou o primeiro a chegar, eu que abro a secretaria. As vezes vamos para zona rural ou trabalhamos por aqui mesmo. Nós prestamos assistência em 38 assentamentos e comunidades.
8. O que pretende fazer quando o senhor se aposentar?
Eu vou me aposentar em 02 de março de 2020. Quando eu aposentar quero comprar um sítio para morar com minha esposa, ter sossego, ter as criações. Se eu não conseguir pretendo viajar com minha esposa.

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